Trazer milhões de cidadãos e pequenos negócios do sector informal para o sistema financeiro formal é um dos maiores desígnios de Angola.
Neste cenário, o consentimento de partilha de dados representa um instrumento poderoso para acelerar a inclusão financeira no país através das CPIC.
Ao centralizar e partilhar informações de crédito, as CPIC permitem que as instituições financeiras tenham uma visão mais justa e abrangente dos clientes.
Pessoas que até então não tinham acesso a crédito por falta de histórico bancário podem agora ser avaliadas com base em dados alternativos, como pagamentos de serviços, telecomunicações ou microcréditos anteriores, sempre respeitando a Lei de Protecção de Dados Pessoais.
Como funciona o consentimento expresso
Para que este processo ocorra, é fundamental entender como funciona o consentimento expresso.
Este novo ecossistema favorece a criação de produtos inovadores ajustados à realidade do cidadão comum: microcrédito, financiamento agrícola e soluções para trabalhadores informais em vias de formalização.
Para os provedores de dados, participar neste processo significa:
- Explorar novos nichos: tender públicos anteriormente descurados.
- Responsabilidade Social: Reduzir riscos de exclusão financeira.
- Sustentabilidade: Contribuir para um ambiente financeiro mais saudável.
As CPIC são mais do que um mecanismo técnico. Elas são o elo de ligação entre as instituições de crédito e milhões de angolanos que procuram uma oportunidade no sistema formal.



